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Por que Dylan Dog sempre usa roupas idênticas?

Apesar de já se estar acostumado à ideia de que determinados personagens usam sempre o mesmo uniforme em suas aventuras, é difícil achar plausível o fato de que Dylan Dog sempre use as mesmas roupas no seu dia-a-dia. Afinal, num mundo em que a moda tanto nos chama a atenção, que ser humano teria esse hábito?

Dylan Dog, como todos sabemos, é um quadrinho muito bem pensado. Frente a isto, Sclavi entendeu que o fato dele sempre usar roupas iguais não poderia ficar sem uma explicação (não que isso incomodasse aos leitores, que provavelmente continuariam gostando de Dylan Dog com ou sem explicação).

Deste modo, Sclavi deu carta branca a Paola Barbato para decidir como explicar esse hábito do investigador do pesadelo. E a edição 200, desenhada por Bruno Brindisi, foi às bancas em 2003 com esse e outros esclarecimentos.

Nela, Dylan Dog compra doze conjuntos iguais (calça jeans, camisa vermelha e casaco preto) e explica, falando consigo mesmo, que usar roupas iguais é o seu modo mais adequado de manter viva a memória de Lilly, sua paixão irlandesa.

Lilly fazia parte do IRA e acabou por morrer numa penitenciária em condições desumanas. O conjunto de calça jeans azul, camisa vermelha e casaco preto era o que ele usava quando do último encontro com ela. Assim sendo, Dylan se utiliza desse conjunto para demonstrar o seu luto pela morte de Lilly.

Outras informações sobre o romance entre Dylan e Lilly podem ser encontradas no nº 122 da série italiana.

Sclavi & Castelli (parte 2 de 2): os encontros entre Dylan Dog & Martin Mystère

Viemos da parte 1.

Parte 2 escrita pelo blog Dylan Dog Brasil com supervisão do Portal Mystère:

O FIM DO MUNDO

O segundo crossover entre Dylan Dog & Martin Mystère certamente se encontra no hall das mais brilhantes histórias publicadas pela Sergio Bonelli Editore.

Pelo fato de ter sido lançada no Brasil como último suspiro da série Tex e os Aventureiros (já em formatinho e possivelmente com tiragem reduzida em relação aos números anteriores), a “edição especial” (também conhecida como nº 6) é item raro e quase impossível de se encontrar na internet e em sebos. Deste modo, é de se imaginar que a história não seja tão difundida entre os leitores brasileiros.

Defrontando o inteligente e bem amarrado roteiro do primeiro crossover, seria dificil de imaginar que, dois anos depois, a dupla Sclavi-Castelli fosse capaz de fazer uma história melhor. Para felicidade do público italiano (que em 1992 ainda tinha o prazer de acompanhar o ápice de Dylan Dog), nada era impossível para aquele par de cérebros brilhantes.

A história apresenta um desenrolar empolgante e surpreendente do início (desde a primeira página, pra ser mais exato) ao fim. Desta vez, Tiziano Sclavi assumiu o comando do roteiro – e finalmente pôde colocar o melhor de si na história.

As reviravoltas que só Sclavi sabe inserir com maestria numa HQ se fazem muito presentes nesta edição. Por vezes, o andamento frenético do roteiro deixa o leitor confuso. Num primeiro momento, a história se divide em realidade e ilusão. Mais adiante, pode-se perceber que realidade e ilusão se mesclavam desde o primeiro quadrinho (ainda que não seja possível afirmar isso com certeza absoluta). A primeira página poderia tranquilamente trazer um aviso: “Leia cada dialógo com atenção. Caso perceba que não está entendendo o roteiro fidedginamente, retorne a esta página e comece novamente.” Além disso, uma quantidade considerável de referências (ainda que nem todas explícitas) são um deleite aos olhos de qualquer amante de Dylan Dog que tem a possibilidade de ler esta edição.

A escolha do desenhista não poderia ser mais adequada. Giovanni Freghieri conseguiu transitar entre os estilos característicos de ambas as revistas, agrandando aos fãs dos dois personagens. Tal feito talvez não pudesse ser realizado por desenhistas como Roi, Piccatto, Alessandrini ou Ricci, que tem um traço fixo à característica do personagem ao qual estão ligados.

A história apresenta o retorno do vilão do primeiro crossover, ainda que este não interfira diretamente na história.

Eu poderia me prolongar escrevendo sobre todos os aspectos e características brilhantes que compõem o roteiro desta edição, mas não consigo: aquilo tudo é informação demais pra uma simples mente humana sintetizar e colocar num limitado artigo.

Posso apenas sugerir que leiam esta história na primeira oportunidade que surgir.


Aqui postaremos uma lista com outros “crossovers” pontuais entre os dois personagens:

Dylan Dog 2 (Mythos): O inspetor Travis está investigando determinados assassinatos e liga para Martin Mysterè, que não se encontra nos EUA.

Martin Mystère italiano 85 e 86: Martin Mystère chega em Londres e tenta entrar em contato com Dylan Dog por telefone, mas Dylan não se encontrava em casa (pelo fato de estar morando no Grand Guignol à época).

Dylan Dog italiano 35: Dr. Aldrich confunde Dylan com Martin. Em várias ocasiões, ele menciona Dylan como “detetive do impossível” (apelido de Martin Mystère).

Martin Mystère italiano 90 e 91: Podemos ver um cartaz de Dylan Dog na “Alley Street”.

Martin Mystère italiano 97 e 98: Em Londres, Martin Mystère tenta chamar Dylan Dog, mas ele não atende o telefone.

Dylan Dog Speciale 4: Martin Mystère faz uma aparição discreta em uma festa.

Martin Mystère Italiano 101 e 102: Martin anuncia seu encontro com Dylan Dog. O encontro em questão é o crossover 1.

Martin Mystère italiano 103: Martin Mystère menciona Dylan Dog enquanto fala com o inspetor Travis.


Esperamos que todos tenham gostado.

Até a próxima oportunidade!

Dampyr: saiba mais sobre as quatro histórias inéditas que compõem a superedição da Editora 85

Há doze anos sem ser publicado no Brasil, Dampyr encontrou uma nova casa neste país: a Editora 85. Fundada no ano passado por Leonardo Campos, ela segue a trilha da Lorentz: uma editora criada por um leitor que, cansado de esperar pela boa vontade das grandes editoras, busca publicar seu quadrinho favorito em uma edição de ótimo nível gráfico.

A publicação terá fantásticas 386 páginas em formato italiano e papel offset, além de lombada quadrada e capa com orelhas.

A revista está recebendo os ajustes finais e em breve estará pronta para ser encaminhada à gráfica. Portanto, para quem já contribuiu, o tão esperado exemplar não demorará a chegar.

A publicação trará quatro histórias inéditas que, como comentado anteriormente, seguem a cronologia italiana – já iniciada no Brasil pela Editora Mythos.

As histórias que compõem a publicação são:

“A Ilha da Bruxa” (“L’isola della strega”)

A história ambientada entre Alemanha e Grécia tem roteiro de Maurizio Colombo e desenhos de Stefano Andreucci. Foi publicada em abril de 2001, como nº 13 da série regular italiana.

“Os Rebeldes” (“I Rebelli”)  

A história tem roteiro de Mauro Boselli e desenhos de Stefano Casini. Foi publicada em maio de 2001, como nº 14 da série regular italiana.

“Nascido no Pântano” (“Nato nella Palude”)

A história ambientada no Mississipi tem roteiro de Mauro Boselli e desenhos de Maurizio Dotti. Foi publicada em junho de 2001, como nº 15 da série regular italiana.

“Delta Blues” (“Delta Blues”)

A história também ambientada no Mississipi tem roteiro de Mauro Boselli e desenhos de Maurizio Dotti. Foi publicada em julho de 2001, como nº 16 da série regular italiana.

Você pode adqurir antecipadamente sua edição de Dampyr em www.catarse.me/dampyr.

“Mater Morbi”: Lorentz traz ao Brasil a mais cultuada história de Dylan Dog no século XXI

Conforme o prometido, a Lorentz publicou/está por publicar uma história referente a cada década de existência de Dylan Dog. A primeira revista da editora trouxe o clássico“Retorno ao Crepúsculo”, história publicada em junho de 1991 na Itália. A segunda, “Manchas Solares” – considerada um dos melhores roteiros de Pasquale Ruju,  foi publicada em agosto de 2002. Para completar a tríade, a editora escolheu uma história especialíssima: “Mater Morbi”, publicada na série regular em dezembro de 2009.

Capa alternativa, por Massimo Carnevale (Fonte: Tex Willler Blog)

O roteiro desta história fica a cargo de Roberto Recchioni (talvez o mais influente roteirista da atualidade),  responsável editorial de Dylan Dog e coordenador da “reinvenção” do personagem, realizada em 2015 pela Bonelli. Os desenhos são de Massimo Carnevale, excepcional desenhista da nova geração de Dylan Dog.

A história gira em torno de Dylan Dog. Nela, ele tem de enfrentar o seu maior medo: a deterioração do próprio corpo devido a uma doença desconhecida e talvez até incurável.

“Mater Morbi mexe com o horror interior da implacabilidade da doença. O fetichismo de Mater Morbi é a metáfora para os sentimentos de solidão e impotência face à decadência da doença. Uma história atípica de um personagem já de si atípico, com status merecido de culto. O argumento brilhante e premiado de Roberto Recchioni ganha uma vida lúgubre na ilustração expressiva de Massimo Carnevale, num poderoso trabalho de luz e sombra que confere um enorme peso à história.”

Artur Coelho, blog “aCalopsia”

“História atípica na cronologia do protagonista, longe da ironia que costuma prevalecer e do terror narrativo – que na verdade também está aqui presente e até num nível bem mais incómodo porque mais próximo da realidade e longe da ficção – Mater Morbi, que decorre numa fronteira indefinível entre o palpável e o irreal, centra-se em Dylan Dog e nos seus terrores mais íntimos, nas suas dúvidas e perplexidades perante a vida, nas suas incertezas sobre o fim da estadia na terra para o ser humano.”

Blog “As Leituras do Pedro”

“A coisa que me deixou mais orgulhoso foi que, depois de ter lido a história, Tiziano Sclavi quis conhecer-me e deu-me os parabéns. Mater Morbi, para mim, mudou tudo. E, de alguma maneira, tendo em conta o cargo que ocupo atualmente, mudou muita coisa também para Dylan Dog.”

– Roberto Recchioni, autor de Mater Morbi

Por conta do altíssimo nível apresentado a termos de roteiro e desenho, a edição recebeu tratamento de luxo por parte das editoras “Bao Publishing”, “Epicenter Comics” e “Levoir”, sendo publicada inclusive em formato gigante e com capa dura. A edição americana (Epicenter Comics) foi condecorada com o Ghastly Awards de 2016, como “melhor graphic novel de terror”.

Mater Morbi foi lançada no Brasil em dezembro de 2017. Para mais informações, contate a Editora Lorentz via facebook.

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