Category: Entrevistas

Entrevista exclusiva: Corrado Roi, o mais icônico desenhista de Dylan Dog

Autor de obras fantásticas como “Partida com a morte” e “O último homem sobre a terra”, Corrado Roi já emprestou seu traço (desde 1987) para mais de cinquenta histórias de Dylan Dog. Ele estreou logo no nº 4, “O fantasma de Anna Never”, e já chegou mostrando a que veio. Diante de tanta competência, o staff responsável decidiu escalá-lo para desenhar o 10: “Alfa e Ômega” – um clássico dos clássicos. Posteriormente, trabalhou na belíssima e poética “Nas profundezas”, e logo na sequência emprestou seu desenho ao primeiro roteiro solo de Giuseppe Ferrandino, “Eu te vi morrer”. A sua melhor fase se dá no início da década de 90, com as duas histórias citadas na primeira linha do texto.

Dono de um traço incomparável, ele é considerado por muitos dos fãs o melhor desenhista de Dylan Dog em todos os tempos. Por mim também.

Entrevista:
Você é conhecido por ter sido um talento precoce. Estreou em Dylan Dog aos 28 anos desenhando a clássica “O Fantasma de Anna Never”. Naquela época, teu traço não era tão “sombrio” quanto é hoje. Ainda que já estivesse bastante evoluído, ele tinha menos personalidade e buscava um pouco mais a representação fiel dos personagens e objetos. Ao longo do tempo você foi ajustando ele, se permitindo ousar mais e tornando os quadros ainda mais abstratos, distorcionistas e estilizados. Isso, ao longo de mais de 30 anos, fez de você um ícone, com um traço quase incomparável. Como você se sente sendo um artista ‘sui generis’ para Dylan Dog?
Corrado: Nas primeiras edições, a minha produção para DD não tinha nenhum estilo em especial: era o que eu conseguia fazer à época. Devo dizer que os primeiros números não me agradam tanto.
Considere que o meu trabalho não deve me divertir. O importante é divertir e agradar ao leitor. Assim, as escolhas estilísticas estão relacionadas ao retorno que recebo por parte dos leitores sobre o material que vai às bancas.
Artista? Acredito que não seja o termo mais adequado para o meu trabalho… Precisa ser um termo que me faça lembrar liberdade… “Prostituta profissional” é melhor.

Todo ícone, quando jovem, teve suas referências. Em quais artistas você se inspirou para desenhar deste modo? E quais suas preferências a termos de arte?
Corrado: Quando se é jovem, deve-se amar suas referências. Quando mais velho, deve-se respeitá-las. São muitos os quadrinistas que admiro. Posso citar Toppi, J. Jones, Battaglia, Breccia e Pinter… Quanto aos pintores, Caravaggio.

Sabe-se que, por conta da experimentalidade do projeto, as primeiras edições de Dylan Dog apresentaram roteiros não tão “perfeitos” quanto os das histórias realmente clássicas. Sendo um pouco mais crítico, pode-se dizer que os roteiros das três primeiras edições eram mais simplificados e não traziam aquele “algo a mais” que Dylan Dog proporciona. O número 4 trouxe um roteiro bem composto, com uma abordagem diferente – um pouco mais séria e reflexiva que as edições anteriores. Pode-se dizer que “O Fantasma de Anna Never” foi a primeira história que trouxe o Old Boy como os fãs gostam?
Corrado: Acredito que nas primeiras edições os roteiros eram mais claros, diretos e secos. Após ganhar uma certa sequência nas bancas, Dylan Dog começou a se tornar muito mais popular e querido entre os fãs. Eu não amo a “fase acadêmica” de Dylan Dog, portanto, prefiro o primeiro período.

Você desenhou o primeiro Tex “gótico”. Além disso, teve a oportunidade de fazer uma história empolgante que, até o último quadrinho, nos deixa a dúvida acerca da sobrenaturalidade do vilão. Ainda que contando com roteiro do Ruju, o jogo de cenas do Texone é mais vagaroso, não tão frenético quanto o que se pode observar habitualmente em Dylan Dog. Como você se sentiu desenhando Tex? O que você precisou mudar na sua técnica de desenho habitual para desenhar esse personagem?
Corrado: Foi uma loucura, desenhei tudo em oito meses. Provavelmente não era a minha vez de produzir um Texone, acredito que me colocaram lá para substituir alguém que não podia desenhar naquele momento. Quanto ao estilo… Foi o que eu pude fazer à época. Acredito que hoje em dia eu o faria de outra maneira.

Você trabalha com Dylan Dog há 31 anos. Pra você, qual foi a fase mais fascinante do personagem?
Corrado: Minha opinião é limitada apenas a analisar a qualidade dos roteiros… Melhor perguntar aos leitores, eu não tenho credibilidade para dizer qual a melhor fase…

Foi possível ver que, nos últimos anos, Dylan Dog acordou para o “novo mercado” dos quadrinhos e apresentou inúmeras novidades para agradar o público mais antigo e também angariar novos leitores. Entre elas, pode-se citar a volta de Sclavi, as edições especialíssimas dos color fest, a troca do capista, o convite a Dario Argento e outras… Como você vê o futuro de Dylan Dog?
Corrado: DD já mudou várias vezes ao longo do tempo. Agora, acredito que vai mudar de novo. Como será o novo Dylan Dog? Não sei. Não é da minha competência ficar analisando isso, afinal, o personagem não é meu. Apenas faço o meu papel ao longo do tempo.

Sobre Dario Argento em Dylan Dog: como ele está se portando como roteirista de quadrinhos? É fácil trabalhar com ele?
Corrado: A história deve ser lançada em breve, e não posso antecipar absolutamente nada. Exceto o fato de que é um pouco mórbida… De resto, não posso comentar. Ela não foi escrita apenas por Dario Argento, mas também por Stefano Piani.

Sabemos que teu traço em preto e branco é bastante cultuado pela atmosfera única que ele dá às histórias que você desenha. Porém, sua técnica de colorir é igualmente fantástica – nos deixando em dúvida sobre qual das duas opções é mais interessante. O que você acha mais interessante? Prefere fazer histórias em preto e branco ou se sente mais excitado quando tem um trabalho por colorir?
Corrado: A escolha da técnica está relacionada ao tipo do produto. Por exemplo: se o produto for para as bancas em uma tiragem grande, esta edição provavelmente não será adequada para a aplicação das cores, pois terá um nível gráfico (papel e impressão) mais baixo. As edições de livraria e comic shops podem ser definidas banalmente como “mais elegantes” e oferecem mais possibilidades, como papel, cores e a impressão de melhor qualidade. Consequentemente, isso permite um estudo mais aprofundado da técnica de desenho e a diversificação dela. Tudo depende do que a SBE me pede.

O seu primeiro teste para a SBE foi visando a entrada no staff de Zagor… Imagine: caso tivessem lhe admitido como desenhista de Zagor em 1987, teu traço seria diferente hoje em dia? No que você acha que ele mudaria? Se tornaria mais simplificado e menos sombrio?
Corrado: Dos velhos personagens da SBE, é o único que não tive a oportunidade de desenhar uma história. Caso pudesse, os faria de maneira popular: menos atmosfera e mais coerência em relação ao tipo da narrativa;

Uma última dúvida: quem é Corrado Roi? O que faz? O que pensa? O que lê? Precisamos saber como é a rotina de uma lenda.
Corrado: O que sou? Um mamífero comum… E não reprodutivo. O que faço? Trabalho muito, e me interesso muito pelos materiais de suporte que me permitam desenhar e pintar com gosto. Me interesso também por política… E suas consequências. Gosto de muitas coisas e não gosto de tantas outras, como todas as pessoas.

Entrevista exclusiva: Giuseppe Montanari

Nascido em 26 de novembro de 1936 na província de Bolonha, Giuseppe Montanari – que desenha em parceria com Ernesto Grassani – é um dos maiores desenhistas da história da Bonelli. Responsável por histórias clássicas como “As noites de lua cheia”, “A zona do crepúsculo”, “Uma voz vinda do nada” e tantas outras, a caraterística de seu traço (também de Grassani) está gravada na retina dos fãs de Dylan Dog. Nesta entrevista, ele fala sobre o início do personagem na Itália e sobre como é trabalhar em parceria com outro desenhista.


Você começou a trabalhar com o personagem ainda recém-nascido, o viu crescer, se tornar um fenômeno editorial e posteriormente se consolidar como um fumetti icônico. O quê Dylan Dog significa para você? E o quê ele significou para a sua carreira como desenhista?
Montanari:
Como já se é sabido, eu era um desenhista com uma carreira extensa e conhecido pela quantidade de trabalhos realizados para variados editores. Dylan Dog é o meu “estandarte”: a “jóia da coroa” de uma carreira.

Você que viveu aquela época pode explicar um pouco melhor: como foram os primeiros meses de Dylan Dog nas bancas? Como Sclavi se portou frente ao “encalhe” das primeiras edições?
Montanari: Os primeiros meses – e em particular a primeira edição – criaram grandes preocupações na redação, visto que os números de venda não eram dos mais encorajadores. Felizmente, a partir do número 3 em diante, a situação melhorou consideravelmente.
Quanto à “reação” de Tiziano após o “fracasso” inicial: nenhuma. Ele não se abalou nem um pouco em nenhum momento (quem o conhece  pode entender o que digo!).

Você trabalha em par com o Ernesto Grassani desde meados da década de 1970. Como vocês fazem a divisão do trabalho? E como um complementa ao outro na hora de desenhar?
Montanari: Grassani foi um dos desenhistas que compuseram meu “grupo de trabalho”. Ernesto Grassani e Claudio Piccoli sempre foram os que melhor se integraram ao meu estilo de desenho.
A divisão do trabalho ocorre desta maneira: recebo o roteiro e o leio várias vezes para escolher os quadros mais adequados ao trabalho de Grassani (cerca de setenta quadros por edição). Ele, por sua vez, os desenhará a lápis, reservando para mim as partes em que Dylan aparece mais (permitindo que o rosto de Dylan mantenha as mesmas características ao longo da edição). A finalização da arte é feita exclusivamente por mim, permitindo que o desenho final possa ser totalmente uniforme.
Também cabe a mim a tarefa de preparar as “model sheets” dos personagens que compõem a história.

Quem foi o responsável por trazer vocês ao staff de Dylan Dog?
Montanari:
Fui convidado por Sergio Bonelli e Decio Canzio, que já conheciam meu trabalho.

Você e Ernesto desenharam quase uma centena de histórias para Dylan Dog (89, até onde pesquisei). Você tem preferência por alguma delas?
Montanari: É difícil fazer uma classificação entre as “minhas criaturas”… Posso indicar “A dama de negro” e “O castelo do medo” (nºs 13 e 12 da Mythos), “La regina delle tenebre” (inédita no Brasil) e “Fear” (inédita no Brasil)

Qual a diferença entre os roteiros de Sclavi e os outros roteiros? O que ele tinha de “especial”?
Montanari: Pergunta difícil… Eu deveria dizer que a diferença é “abissal”, mas não gostaria de desmerecer o trabalho de nenhum dos outros roteiristas.

Desde 1998 até 2010, apenas você e Ernesto desenharam para Maxi Dylan Dog. Como se deu a decisão da Bonelli em lançar esta série contando exclusivamente com os desenhos de vocês?
Montanari: É uma ideia que nasceu na própria redação, frente ao fato de que em dois produzimos muito. Felizmente, o experimento funcionou.

Depois de um longo período sem trabalhar na série regular, vocês retornaram em “Graphic Horror Novel” – que recebeu muitos elogios por parte dos leitores italianos. O quê esta edição tem de especial?
Montanari: É um “experimento”… Não sei se o “experimento” acabou nessa edição… Vamos ver o que acontece.

Você, particularmente, também trabalhou em Martin Mystère. Como é trabalhar com Alfredo Castelli? E quais as semelhanças (e diferenças) entre ele e Sclavi?
Montanari: Alfredo é um amigo. Não consigo fazer uma comparação entre os dois… Eles tem em comum o imenso talento e a pouca eloquência.

Que outros projetos você desenvolve além de Dylan Dog?
Montanari: Para um pessoa na minha tenra idade, Dylan Dog  já basta e sobra!


Agradecemos a Giuseppe Montanari pela entrevista e desejamos sucesso a ele e a Ernesto Grassani no restante de suas carreiras.

Entrevista exclusiva: Gigi Cavenago, capista de Dylan Dog

Jovem e talentosíssimo desenhista, Gigi Cavenago é um dos fenômenos da nova safra de desenhistas da Bonelli.

Seu desenho é tão admirado que, em 2016, foi convidado a assumir as capas da série regular de Dylan Dog – posto até então ocupado apenas por Claudio Villa e Angelo Stano.

Nesta entrevista, Cavenago comenta sobre sua relação com Dylan Dog, com a Bonelli e sobre como foi assumir a responsabilidade de produzir capas para um personagem tão importante e cultuado.

A entrevista foi conduzida e traduzida pelo blog Dylan Dog Brasil:

Luigi, você tinha alguma relação com Dylan Dog antes de começar a se interessar por desenho?
Cavenago: Eu li meu primeiro Dylan Dog em julho de 1993, na época eu tinha 11 anos e já gostava de desenhar. Claro, eu ainda não tinha em mente o que queria fazer quando crescesse. Então, podemos dizer que conheci Dylan antes de ter um real interesse por desenhar e na profissão de desenhista.

O que o personagem Dylan Dog significa para você?
Cavenago: Para mim, Dylan é fonte das mais variadas histórias. Em todos esses anos, eu li roteiros muito diferentes – às vezes assustadores, às vezes mais próximos de uma comédia brilhante. No entanto, o protagonista é sempre ele: muito flexível e capaz de lidar com diferentes situações, podendo ser sério e extremamente irônico, triste e despreocupado, grotesco e elegante.

Comenta-se no Brasil que “Mater Morbi” foi uma edição impactante na cronologia de um personagem que já não apresentava o mesmo nível desde a “aposentadoria” de  Sclavi. Uma história que acabou por fugir da mesmice e surpreender o público, ganhando certo culto. Recchioni te convidou para ilustrar “Mater Dolorosa”, edição comemorativa dos 30 anos do personagem e considerada a “sequência” de “Mater Morbi”. Como você se sentiu ao receber este convite? E o que teve de mudar na sua técnica habitual de desenho para ilustrar uma história do detetive do pesadelo?
Cavenago: Para mim foi uma grande responsabilidade desenhar a sequência de Mater Morbi, isto por muitas razões. Antes de tudo, era a minha estréia na série regular – além de algumas capas para a série “Maxi Dylan Dog – Old Boy”, eu nunca tinha confrontado o personagem em uma história de quadrinhos. Também foi me passado o desafio de “seguir os passos” de Massimo Carnevale, que é um gigantesco desenhista! Por fim, a responsabilidade de debutar em um número comemorativo e, finalmente, a dificuldade técnica de fazer 94 páginas coloridas.
Felizmente, Roberto (Recchioni) propôs esta tarefa com um ano de antecedência, então eu consegui me acostumar com a idéia. Até então eu estava trabalhando em Orfani: uma série com um sabor quase “americano”, com uma linha limpa e um traço muito jovem. Em Dylan, esse tipo de desenho não funcionaria, então eu tive que estudar outro estilo de desenho que funcionasse para essa história em específico. Ao fim, algo interessante surgiu: uma alternância entre o desenho habitual e a pintura.

Sabemos que Stano é um dos grandes desenhistas da história de Dylan Dog – talvez o maior de todos. Como foi para você substituir ele na tarefa de fazer as capas da série regular de Dylan Dog?
Cavenago: Não foi fácil e ainda não é fácil. Cresci vendo as capas de Angelo e minhas primeiras impressões foram tiradas de seus trabalhos. Ele é o que melhor definiu o personagem e o tornou icônico. Me esforço mês após mês para estar à sua altura. Além disso, não podemos esquecer de Claudio Villa, que também fez capas memoráveis.

Trabalhar com um personagem clássico como DD não é uma tarefa fácil. Na hora de fazer uma capa, que aspectos são fundamentais para torná-la “digna” de Dylan Dog?
Cavenago: É uma pergunta difícil, também porque muitas vezes o instinto que me guia na hora de desenhar. Eu posso dizer que todo o trabalho começa com as indicações de Roberto e da equipe editorial. Posteriormente, também preciso considerar a história que aparecerá na edição em questão: se nela existem elementos visualmente interessantes, fica fácil que a capa se torne igualmente convincente. Algumas das melhores capas nascem das próprias histórias.

Apesar de ter trabalhado em Jonathan Steele, Cassidy e Orfani anteriormente, você “só” havia desenhado “Mater Dolorosa” e algumas capas do Maxi Old Boy para Dylan Dog antes de ser convidado a assumir as capas da série regular. Você esperava este convite?
Cavenago: Não, absolutamente. Em setembro de 2016, eu tinha acabado de finalizar “Mater Dolorosa’ e estava muito cansado depois de um ano de trabalho intenso. Estava me organizando para fazer pelo menos um mês de férias para me recuperar da fadiga, quando Roberto Recchioni me telefonou dizendo que a tarefa de desenhar as capas de Dylan Dog seria passada para mim.
Fiquei feliz, mas também muito assustado. Me recordo de perguntar a ele se eu poderia, pelo menos, me dar um mês de férias antes, mas sua resposta foi “não temos tempo! Comece a pensar sobre o frontispício que em breve te darei as instruções para a primeira capa!”.

Na hora de idealizar uma capa, que tipo de referências você costuma usar (além do próprio roteiro/argumento)?
Cavenago: Eu faço muitas pesquisas na internet para encontrar referências reais ao que eu quero representar. Se a cena for ambientada em um necrotério, procuro o maior número possível de necrotérios no Google. Eu busco preencher minha cabeça com imagens e, em seguida, tirar uma versão minha de tudo o que eu vi. Às vezes, também faço pesquisas para entender o que não fazer, evitando assim o clichê.
Além do Google, eu também uso referências fotográficas, tirando fotos minhas ou de amigos. Às vezes, é muito importante para compreender as posições dos personagens ou para reproduzir certos gestos com fidelidade.

 

Seu estilo de desenho me faz lembrar o traço de outro grande desenhistas italiano: Ivo Millazzo. Você se inspira nele?
Cavenago: Ivo Milazzo é um excelente professor e gosto muito do seu desenho, mas devo admitir que minhas referências são outras.

Quais outros desenhistas você tem como fonte de inspiração?
Cavenago: Durante anos eu observei muito o desenho de Goran Parlov (que era um aluno de Milazzo), mas também Alex Toth, Mike Mignola, Bernet, Breccia…
Em Dylan, minhas referências principais são Stano, Mari e Dall’Agnol.

Fale-nos sobre Orfani. O que você tem a dizer sobre esta série?
Cavenago: Foi a primeira série da Bonelli totalmente em cores. Depois de trabalhar em  Cassidy (um quadrinho de um estilo mais clássico), foi bom partir a bordo de um projeto tão inovador. Roberto Recchioni e Emiliano Mammucari criaram um mundo fascinante, com personagens que ainda perduram e estão em constante evolução. Foi muito bom trabalhar nisso e foi nessa série que meu trabalho teve o salto de qualidade que me levou a Dylan.

Finalizando: qual fumetti da nova safra da Bonelli que você recomendaria ao público brasileiro?
Cavenago: Certamente “Orfani”. Entre as edições mais recentes, recomendaria “Mercurio Loi” de Alessandro Bilotta. Outra série muito interessante!


Agradecemos imensamente ao Gigi Cavenago pela atenção e desejamos a ele todo o sucesso possível em sua carreira.

 

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